❝ Meu coração, tão cheio de tudo, tão cheio de nada. Calço as botas da solidão e vago diariamente, atrás do que tenho sonhado todas as noites. Pura dor, puro sangue, puro ardor. Quando chega a noite, as estrelas se tornam amigas, as cadentes pedidos, e a lua o que me guia. Cabeças ao vento, pés descalços. Homem sofredor, sofre pois por milhas andou e nada encontrou. Onde está o amor? Ninguém o vê, pura projeção. Meus olhos se congelam no vazio e acabo tornando-me parte dele. Cada folha caída das árvores, são cicatrizes, abrindo-se, sangrando cada vez mais, pingo a pingo, até não haver mais nada. Você já chorou? Eu já, todas as vezes que uma lágrima correu pelo meu rosto até chegar em minha boca, fora sem querer e o gosto da dor senti. Continue a escrever, não pare, cada palavra escrita, sua dor diminuirá, e o pesar sumirá. Ouça, os anjos estão tocando nossa musica, eu viajo, confundo o canto com violinos. Mas devo avisar, nesse jogo não deves apostar, é jogo perdido, e o motivo, não preciso avisar.
— luc
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